Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Outubro 08 2010

 

 

 

POEMA EM R


Rasguei as entrelinhas do poema,
Roubei muita beleza ao conteúdo;
Revendo-te na glória, que é suprema
Razão do meu querer-te... vias tudo...

Rasguei. Nem sempre o faço, foi excepção
Recordo, de escrever, tenho outro modo:
Rumando a conquistar teu coração
Revelo o que há no meu, o tempo todo.

Rirás, sei que rirás, ou sem surpresa,
Receberei igual se me deres troco;
Repara que te quero em tal grandeza
Rasguei já com receio de me achares louco.

Refeito, se me vir, de tal loucura,
Revelações farei, de tudo. Em suma,
Reescrevendo, verás outra postura,
Reponho as entrelinhas uma a uma.


JoaquimSustelo
(em RAIOS DE LUZ)

publicado por tardesdeoutono às 14:18

Outubro 07 2010

 

 

"FICAVA AQUI ESTA NOITE (*)"

 

 

 

"Ficava aqui esta noite"

Levando um sonho meu pra mais além

Até mudar o mundo onde me acoito

Tecendo o novo dia que aí vem

 

 

Ficava construindo a madrugada

Que sempre sonhei ter desde menino:

Amor atapetando a nova estrada

Por onde fossem todos de mão dada

Mudando o que parece ser destino

 

 

"Ficava aqui esta noite"

Não fossem alguns sonhos tão quimeras...

Desembrulhando flores e abraços

Até encher de aromas os espaços

De tantas construídas Primaveras.

 

 

 

(*) verso e título dum poema da

poetisa Paula Nunes

 

 

 

Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 17:56

Outubro 07 2010

 

 

 

TEMPO CINZA


Há hoje um tempo cinza na cidade
Silente como estando inda num sono
Há bruma a ofuscar a claridade
Num dia que se nota que é de Outono


E sinto em minha alma uma saudade
Dos sonhos que já tive e desmorono
Com este passar de anos, na idade
Em que já mais conservo, que ambiciono


O tempo, como eu... ambos na bruma
Dum tempo cujo sol assim se esfuma
Neste caminho frio, algo cinzento


Tomara ver agora o azul celeste...
Mas neste tempo cinza nem vieste
Como um raio de sol para o meu tempo.



Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 17:46

Setembro 24 2010

 

 

 

O FADO


(para o próximo Boletim de "Os Confrades da Poesia")


O Fado nasceu na rua
Num pátio, na solidão;
Na saudade, à luz da lua,
Que a tristeza se atenua
Ao sabor de uma canção


O Fado nasceu na proa
Dum barco algures sulcando...
Um marinheiro o entoa
E vem cantá-lo a Lisboa
A sua dor derramando


O Fado nasceu nas ternas
recordações dum amor...
Criou-se à luz de lanternas
Entre copos nas tabernas
Os que afogavam a dor


O Fado cresceu... Agarra
dimensão, com tal magia,
Que ao som triste da guitarra
Solta do povo a amarra
E conquista a fidalguia


Enche salas, faz-se grande!
Vê Coimbra, os estudantes...
Não há mais quem o abrande!
Por todo o mundo se expande
Com seus tons inebriantes


Enche a alma portuguesa
Duma forma tão bonita,
Que hoje acompanha à mesa
Os turistas na certeza
De ser cartão de visita.


Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 13:37

Setembro 21 2010

NO COMBOIO DOS SONHOS

 

 

 

No comboio dos sonhos na velocidade
Em que os sonhos voam e o comboio desliza,
Embarquei um meu, pleno em cor e luz,
Cheio de coragem, cheio de vontade!

- Há sempre uma idade
Em que um sonho nosso mais se valoriza.

 


E voam as árvores pela linha fora...
Parece que vêm num feliz regresso
Voam postes, pontes, pelo espaço livre
Voam os minutos, o rodar da hora


- Mas quando é em sonho que a alma nos vive
O que importa as coisas virem do avesso?

 


Deixo-me embalar... extasiado, tonto...
Faíscam decerto as rodas nos carris
E qual é o sonho que levo comigo?
Ah, sei lá, não digo...
Ou sei e não conto

- Dêem-me o desconto
Só quero ser feliz.

 

 


Joaquim Sustelo

 

 

 

 

 


 

publicado por tardesdeoutono às 13:39

Setembro 15 2010

 

 

 

ARES DE OUTONO



Vestiu o tempo hoje roupa de Outono
Com estas nuvens cinza como manto;
O sol foi arredado do seu trono
Como se fosse aproveitar um sono
Que já não tinha há tanto...


Outono é uma estação algo cinzenta
Que traz à alma um pouco de tristeza;
Vêm as chuvas. Na estrada lamacenta
As folhas vão rolando em forma lenta...
É triste a Natureza


Porém há no Outono algo tão belo
Onde a contemplação tanto se extrema...
Como se para olhar houvesse apelo
E tudo me prendesse com um elo
Como me prende um poema.



Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 22:30

Setembro 15 2010

 

 

ANALOGIAS...

 


No céu espalham-se nuvens pardacentas
Que mancham o azul do infinito;
São como as nossas horas... as cinzentas,
Que ofuscam outro tempo mais bonito.

 



Depois a chuva cai como se fosse
Da Natureza um choro, belo e triste;
Assim nos corre a lágrima agridoce
Que às emoções da vida não resiste.

  



Se o sol nos vem brindar com seu sorriso
Sorrimos nós também. Analogias...
- Vislumbre de um pequeno paraíso
Que a alma nos inventa nesses dias.

  



Nós somos como o tempo. Porém ele
Após as tempestades traz remanso;
O homem, sem que o tempo o atropele,
Fingindo que é o tempo que o impele,
Faz guerra todo o tempo, sem descanso!

 

 



Joaquim Sustelo
(em ENQUANTO A BRISA SOPRA)

publicado por tardesdeoutono às 12:35

Setembro 02 2010

DEBAIXO DA PONTE

 



Tinha-o levado o destino
Para debaixo da ponte;
Roubara-lhe a guerra os pais
Ficando só... sem ninguém!

 



À noite aquele menino
Sem vislumbrar horizontes,
Dormia envolto em jornais
Sem ter notícias... Porém,

  



Desde que em sua sacola
Houvesse lá, num cantinho,
Um bocadito de pão
Uma gotinha de leite,

  



A troco dalguma esmola
Dum passante, com carinho,
Já lhe dava a impressão
De ser alguém, ser aceite

  



O seu mundo era pequeno:
Pouco ia além do recanto
Sendo a ponte o seu chapéu
De chuva, sol, e de frio

  



À noite, no tempo ameno,
Olhava o céu com encanto
Mas as estrelas do céu
Não davam luz ao vazio

 



Com sua vida sem norte
Não raro sentia tédio;
Alguém por perto ensinou
Uns comprimidos em pó

 



Tomou uma dose mais forte
Desse tão estranho remédio
Um dia não acordou
A ponte ficou mais só

 



Pobre menino! O seu nome?
Qual a idade que tinha?
Quantas noites ao relento,
Quantos dias sem esperanças?

 



Quantos silêncios de fome
E quanta dor se adivinha!
Quanta chuva, quanto vento
São cobertores de crianças!



Joaquim Sustelo
(editado em MURMÚRIOS NO TEMPO)

publicado por tardesdeoutono às 11:18

Agosto 28 2010

 

 

Sem querer abusar da vossa paciência (afinal só lê quem quer) queria divulgar uma das Coroas de Sonetos que fiz até hoje.

Regras de uma Coroa de Sonetos:

- tem 14 sonetos
- cada soneto inicia-se com o último verso do anterior
- o 1º verso da Coroa é igual ao 196º e último. Isto é, a Coroa dá a volta e termina como começou.

Fica aqui o desafio a quem quiser tentar.


SE O CORAÇÃO FALASSE, O QUE DIRIA?”


(Coroa de Sonetos)


1.

Se o coração falasse, o que diria?
Que sons transmitiria lá do fundo?
Palavras só de amor que com magia
Fariam que nascesse um melhor Mundo?


E a partir daí, como seria?
Teria maior calma o furibundo?
A desejada paz nos chegaria
Levando-me este anseio em que me afundo?


Será que tais palavras lá nascidas
Dariam outro rumo às nossas vidas
E surgiria um Mundo menos louco?


Não sei! Que coisa tal nunca se deu
Se o coração falasse... e pelo meu
Deixem-me analisar aqui um pouco.


2.

Deixem-me analisar aqui um pouco
Que não é fácil dar minha resposta
Diferente o falar dum coração louco
Desse outro coração de que se gosta


Aquele falaria sem ter troco
Palavras sem sentido a dar à costa
Deixando-me o tal gosto de ser mouco
Que não é de loucuras minha aposta


Mas quanto ao coração de boa gente
Eu ficaria em modo bem diferente
Escutando bem atento a qualquer hora


Bons termos registando; e “reveria”
Quem tanto me ensinou desde esse dia
Em que tive no Mundo a minha aurora.


3.

Em que tive no Mundo a minha aurora
E aquela doce mãe ou doce fada
Rompeu a ensinar-me vida fora
Que desde o arrebol, na madrugada,


Devemos consolar sempre quem chora
Por gestos, por acções, palavra dada
E nunca virar costas, ir embora
Sem ver a sua alma confortada


E à noite quando a cama nos espreita
Pensarmos para nós "tenho obra feita
Porque ajudei alguém que estava triste"


Os sonhos a surgirem bem melhores
Azuis, de verde esperança, multicores
Onde um sorriso a vir nunca resiste.


4.

Onde um sorriso a vir nunca resiste
Ficando a nossa alma comovida
Pois vê que o nosso qu’rer, no Bem persiste
Que o aprendemos bem logo à partida


O coração diria "tu já viste
A luz que dá mais luz à nossa vida?
É isso meu amigo, ela consiste:
Em dar a mão aos pobres na subida


Esses que pouco têm, por desgraça
Por quem o Sol às vezes não lhes passa
A quem a vida pouco ou nada deu


Mas com o nosso amor, a nossa ajuda
Decerto alguma coisa neles muda
Tornando-lhes a Terra nalgum Céu."


5.

Tornando-lhes a Terra nalgum Céu
Quem sabe se em pequeno Paraíso
Que aquele pouco apoio que se deu
Lhes foi tão precioso, tão preciso…


Mudou algum conceito que era seu
Em pouco? Isso é que já não ajuizo
Certo é que agimos bem, aconteceu!
É só nestas palavras que repiso


Se o coração falasse (o mais sensível),
Talvez o que não tem do senso o nível
Escutasse aquele sempre, até mudar...


Pra que esse melhor Mundo nos surgisse
E a função dos Homens se cumprisse
Que só pode ser uma e é AMAR!


6.

Que só pode ser uma e é AMAR
Embora o homem esqueça tanta vez
Será essa a razão de cá se estar
(Propósitos de Quem o homem fez)


Mas muitos no oposto, a odiar
Ganância que lhes há, insensatez,
Prosseguem nesses ódios, a matar
E tréguas… nem um ano, nem um mês!


Ah… gente mais que fera, de tão louca,
Que para triunfar outros apouca
Mantendo-lhes o sol sempre encoberto


Teria mesmo voz, tal coração?
Falasse... ouvir-se-ia algum trovão
Sem nada se entender, inda que perto.


7.

Sem nada se entender, inda que perto
E sem poder medir em decibéis
De gente que duvido do conserto
Amante mas do ouro e seus anéis


A menos que o falar cadente, certo
Dos outros corações, de amor fiéis,
Lhe conferisse algum pequeno acerto
Mostrando no carinho melhores leis


Mas é da minha parte conjectura
Talvez o meu anseio na procura
De tal carinho e paz, dessa bonança


Valores que prezei sempre na vida
Duma alma que ensinaram ser sentida
Dum chá do qual bebi logo em criança.


8.

Dum chá do qual bebi logo em criança
Mesmo vindo dum berço algo singelo
E sempre, até agora, não me cansa
A mente a tais valores fazer apelo


Por isso nunca perco a minha esperança
De ver Mundo melhor, algo mais belo
Incuto sempre aos outros confiança
Falando do que guardo em meu castelo


E tanto de amizades que arranjei!
Por todos os valores que mostrei
Provando que cá estão, na minha ideia


À qual bons ideais sempre lhe afluem
Umas muralhas fortes que não ruem
Diferentes de castelos, os de areia.


9.

Diferentes de castelos, os de areia
Os tais que se constroem pela praia
Que em vindo uma mais forte maré cheia
Nunca se evitará que tudo caia


Fosse alma e coração parede meia
Tendo ambos, do amor, a nobre laia
Teria um outro gosto a nossa ceia
E todos dormiriam em cambraia


Seria mais suave o nosso sono
Sabendo nunca estar ao abandono
Pois todo era um amigo ou um irmão


Depois ao despertar, no outro dia
Um sol igual pra todos surgiria
Todos vivendo em paz, em união.


10.


Todos vivendo em paz, em união
Sabendo haver amor na plenitude
Cantando-lhe algum hino o coração
Já que ele de cantar tinha a virtude


Esse hino, ou hipotética canção
Eu penso tanto neles, amiúde...
No belo que haveria em seu refrão
E isso dá-me força! Até saúde!


Meu querido coração que tanto acusas
Vontade de ver tal... e minhas musas
Ajudam a contar-vos tudo isto!


Eu pouco desfaleço em contratempos
Aguardo com esperança outros momentos
Que me sejam melhores. Não desisto.


11.

Que me sejam melhores. Não desisto.
(Não traz nada de novo a desistência)
Vejamos o exemplo que houve em Cristo
Que nunca recuou vendo inclemência


Será 'ma teimosia tudo isto?
Como se erguesse empresa na falência?
Mas é nesta vontade que persisto
Perdoe-se-me alguma eloquência


Que sempre pelo Bem me pronuncio
O pensamento nele horas a fio
Fazendo dos meus ganhos o balanço


Às vezes também pesa a consciência
Ou porque já vivi má experiência
Ou porque pouco andei e pouco alcanço.


12.

Ou porque pouco andei e pouco alcanço
Ou porque sou mortal e também falho
E quando estou sozinho em meu remanso
Creiam que até comigo também ralho


Não ajo sempre bem, nunca afianço
(Afiançar seria um mau trabalho)
Palavras há sem querer que às vezes lanço
Ou gestos impensados, por atalho…


São erros de que assumo a minha culpa
Quando por eles dou peço desculpa
Tentando não voltar a repeti-los


Nós vendo que não temos perfeição
Devemos respeitar na aceitação
Essoutro que nos mostre bons estilos


13.


Essoutro que nos mostre bons estilos
Conselhos que por bons a gente aprenda
Mas nunca os aceitar de “crocodilos”,
Que julgam ver a nossa alma à venda


Nós somos professores e pupilos
Que a nossa mente sempre a isso atenda
Na calma em nossos gestos mais tranquilos
É que um amigo enorme se desvenda


E enquanto a gente vive, por cá anda
Saber que há muito vento que ciranda
Mas uns são leve brisa, outros tufões


Tirar dos que se pode algum partido
Olhar d'onde eles sopram, seu sentido
Saber quais os que trazem ilusões.


14.


Saber quais os que trazem ilusões
E distinguir os ventos da verdade
Que aquecem sempre os nossos corações
Na paz e no amor. Na lealdade


Mudando pra melhor nossas feições
Que o coração recebe-os com vontade!
Fizessem desse modo multidões
Seria um Mundo em paz na liberdade!


Eu penso que é possível, que se pode
Que cada um de nós não se acomode
Julgando que tal Mundo é utopia


Acerca do que deixo aqui escrito
São ecos do sentir... talvez o grito
Se o coração falasse, o que diria.


Joaquim Sustelo
(editado em RAIOS DE LUZ)

 

publicado por tardesdeoutono às 10:34

Agosto 22 2010

FLASHES



Suspendo o meu olhar na tua imagem
Como se algo em ti me hipnotizasse
E faço no teu rosto esta paragem
Perante o que há de suave em cada face


Os campos visuais numa viagem
Abrangem todo o corpo num enlace
É este extasiar pela mensagem
Que fazem que te queira e que te abrace


Adorações e sonhos que me fazes
Nas horas que por boas são fugazes
Aquelas de te olhar... ter por inteiro


Relâmpagos do tempo que iluminam
Ou flashes que se acendem e destinam
A não nos consentir o nevoeiro.


Joaquim Sustelo
(em CAMINHOS DA VIDA)

 

publicado por tardesdeoutono às 00:03

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